na fenda do muro

foto do caminho: Margarida Figueiredo (estação de Nine-Viatodos)

poema: “Apareço na fenda do muro”, de Daniel Faria

Apareço na fenda do muro
Pareço os rios nos mapas
Pareço os rios no chão – um risco
Na orientação incerta – o rasto 
De um homem que procura uma ideia

Apareço para lançar uma ideia que alicerce
O coração – um ritmo mais tarde. Eu que nunca
Aprenderei por onde
É que o muro – o mundo – começa a dividir

Daniel Faria (1971-1999)

no dia 31 de maio…

2 pensamentos sobre “na fenda do muro

  1. Somos todos fendas num muro esperando que a semente da humanidade em nós enterrada seja capaz de crescer, tomar forma…

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  2. Que bela fotografia, professora! O poema “Apareço na fenda do mundo” completa muito bem esta imagem! O grande contraste entre as cores, cinzento e verde, levou-me a refletir sobre os nossos dias, pois mesmo que algo não esteja bem (o cinzento do muro representa algo mais triste), irá sempre acabar por nascer algo positivo e bom (a planta)!

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